sábado, 10 de agosto de 2013

BANQUETE DE PLATÃO-PERSONAGENS CITADOS POR FEDRO NA PRIMEIRA PARTE DO LIVRO

FEDRO, discípulo de Platão, envolto no ambiente do banquete e não querendo passar vexame na frente de tantos convivas ilustres, faz uma espécie de anamnese do EROS de uma forma de cultura adquirida pela leitura própria, e não com elucubrações próprias, citando então entidades e personagens históricos que poderiam ter alguma ligação com o EROS (Amor), ficando então uma interessante conclusão que a Mitologia Grega confunde-se e muito com alguns personagens Históricos (Imagine que Tróia era considerada uma lenda ocidental até bem pouco tempo, quando foi descoberta pelo comerciante alemão Schliemann, que usou justamente o texto de Homero, a Ilíada, para localizar as ruínas da cidade)


Descrição: http://www.clas.ufl.edu/users/jmarks/hesiod/Bust_Rom_Hesiod.jpg
HESÍODO
Hesíodo (em grego: Ἡσίοδος, transl. Hēsíodos) foi um poeta oral grego da Antiguidade, geralmente tido como tendo estado em atividade entre 750 e 650 a.C., por volta do mesmo período que Homero. Sua poesia é a primeira feita na Europa na qual o poeta vê a si mesmo como um tópico, um indivíduo com um papel distinto a desempenhar.4 Autores antigos creditavam a ele e a Homero a instituição dos costumes religiosos gregos,5 e os acadêmicos modernos referem-se a ele como uma das principais fontes para a religião grega, as técnicas agriculturais, o pensamento econômico(chegou a ser referido, por vezes, como o primeiro economista),6 a astronomia grega arcaica e o estudo do tempo.

CITADO POR FEDRO, QUE USA SEU VERSO :
(PRIMEIRO NASCEU O CAOS

 .... e só depois
Terra de largos seios, de tudo assento sempre certo, e Amor...


Descrição: http://www.homolaicus.com/teorici/parmenide/parmenide.jpgPARMÊNIDES
Parménides de Eleia (em grego Παρμενίδης ὁ Ἐλεάτης) foi um filósofo grego. Nasceu entre 530 a.C. e 515 a.C.1 na cidade de Eleia,2 colónia grega do sul da Magna Grécia (Itália), cidade que lhe deveu também a sua legislação. Segundo Estrabão, foi graças à influência dos filósofos Parménides e Zenão de Eleia que a cidade foi bem governada, e o bom governo garantiu seu sucesso contra os Leucani e os Poseidoniatae, mesmo tendo Eleia território e população menores.2 Foi um dos representantes da escola eleática juntamente com Xenófanes, Zenão de Eleia eMelisso de Samos.
CITADO POR FEDRO :

...bem antes de todos os deuses pensou em Amor.













ACUSILAU
Historiógrafo grego, nasceu em Argos,   provavelmente   na     segunda metade do século VI a.C.

Nas suas Genealogias oferece-nos uma visão lendária do Mundo, desde a sua criação até à Guerra de Tróia. Embora de origem dórica, escreveu em dialeto jónico. Em todos os seus escritos sobressai o interesse pelo mito dos primeiros logógrafos gregos. Diógenes Laércio cita-o entre os sábios antigos e alguns dos poemas pindáricos acusam a sua influência.

Citado por FEDRO como concordante com Hesíodo sobre a originalidade do Amor.








Descrição: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1c/Homer_British_Museum.jpgHOMERO

Homero (em gregoὍμηροςtransl. Hómēros) foi um poeta épico da Grécia Antiga, ao qual tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisseia.
Os gregos antigos geralmente acreditavam que Homero era um indivíduo histórico, mas estudiosos modernos são céticos: nenhuma informação biográfica de confiança foi transmitida a partir da antiguidade clássica,1 e os próprios poemas manifestamente representam o culminar de muitos séculos de história contadas oralmente e um bem desenvolvido sistema já muitas vezes usado de composição poética. De acordo com Martin West, "Homero" não é "o nome de um poeta histórico, mas um nome fictício ou construído".

Citado por fedro no Banquete em :

 “do ardor que a alguns heróis inspira o deus”










Descrição: Ficheiro:Jason Pelias Louvre K127.jpgJASAO ENTREGANDO O VELO DE OURO A PÉLIAS
Pélias (em grego: Πελίας, transl. Pelías), na mitologia grega, foi um rei de Iolco, filho de Poseidon e Tiro, filha de Salmoneu e Alcidice. Ele sucedeu a Creteu, marido de Tiro, como rei de Iolco, sendo sucedido por seu filho Acasto.4 Ele foi morto pelas próprias filhas, enganadas por Medeia.
Tiro era esposa de Creteu, rei de Iolco, e foi seduzida por Poseidon, tendo dois filhos gêmeos com o deus: Pélias e Neleu. Tiro abandonou-os no monte, mas eles sobreviveram, e mataram sua madrasta, Sidero, no altar de Hera.
Pélias e Neleu se desentenderam, e Neleu foi exilado, fundando a cidade de Pilos, na Messênia
Pélias se casou com Anaxíbia, filha de Bias ou Filômaca, filha de Anfião, e teve um filho, Acasto e várias filhas, Pisídice, Pelópia, Hipotoe e Alcestes.
Ele prometeu a mão da sua filha Alcestes a quem conseguisse trazer um carro guiado por um leão e um javali, mas seu sobrinho Admeto, filho do seu meio-irmão Feres, com a ajuda deApolo, conseguiu o feito.
Foi por medo de Jasão, filho de seu meio-irmão Esão, que Pélias o enviou à Cólquida para buscar o velo de ouro. Seu filho Acasto, porém, também foi um dos argonautas.
Durante a expedição dos argonautas, Pélias quis matar Esão, mas este pediu para se suicidar, o que fez bebendo o sangue do touro sacrificado; em seguida a mãe de Jasão se suicidou por enforcamento, deixando um filho menor Promachus, que foi assassinado por Pélias.
Quando Jasão retornou e entregou o velo de ouro a Pélias, ele quis se vingar, mas não tinha forças, se exilou e pediu a Medeia para bolar um plano. Ela, então, convence as filhas de Pélias de que se elas cortassem o pai e o cozinhassem, ele seria jovem de novo - e ele morreu assim. Acasto, porém, enterrou seu pai e expulsou Jasão e Medeia de Iolco.

Descrição: http://www.ac-nancy-metz.fr/louvreedu/hercule/images/alceste.jpgALCESTE
Alceste é, na mitologia grega, uma princesa célebre pelo amor por seu marido. Filha de Pélias, rei de Iolco, sua mãe foi Anaxíbia, filha de Bias ou Filômaca, filha de Anfião.
Seu pai a prometera àquele que fosse até ele num carro puxado por leões e javalis . Admeto, rei de Feras a quem Apolo estava comprometido a servir durante um ano , executa a tarefa com a ajuda do deus e ganha a mão de Alceste2 . Porém, durante o sacrifício da festa de casamento, Admeto se esquece de Ártemis, e encontra seu quarto cheio de cobras2 . Apolo sugere que ele tente apaziguar a deusa, e consegue fazer com que as Parcas o poupem, com a condição de que, no momento de sua morte, outro se sacrifique voluntariamente por ele2 . Admeto não se preocupa muito com essa condição pensando em todos seus servos que lhe deviam favores e que gostavam muito dele e fica muito alegre com a nova esperança. No momento de sua morte, porém, ninguém se habilita, nem seus velhos pais; apenas Alceste oferece-se como substituta . Admeto tinha muito amor à vida, mas não desejava mantê-la a tal custo. Porém a condição das Parcas fora satisfeita e enquanto Admeto ia recuperando as forças, Alceste adoecia. Hércules, que passava por lá ouve o lamento dos servos que não queriam perder uma querida senhora e tão dedicada esposa, espera na porta do quarto de Alceste a chegada da Morte. Quando esta chega Hércules a agarra e obriga-a a desistir de seu intento de roubar a vida de Alceste. Assim ela vai se recuperando e pôde continuar a viver ao lado de seu amado marido.
Seu filho Eumelo levou oito navios para a Guerra de Troia. . Uma filha de Admeto (cuja mãe não é mencionada), Perimele, se casou com Magnes, filho de Argos (filho de Frixo)4 o construtor do navio dos argonautas

Mencionada por Fedro para exemplificar seu amor desinteressado e absoluto pelo marido, querendo morrer em seu lugar



Descrição: http://www.forademim.com.br/site/wp-content/uploads/2012/12/hades.jpgHades (em grego antigoΆδηςtransl. Hádēs), na mitologia grega, é o deus do mundo inferior e dos mortos.
Equivalente ao deus romano Plutão, que significa o rico e que era também um dos seus epítetos gregos, seu nome era usado frequentemente para designar tanto o deus quanto o reino que governa, nos subterrâneos da Terra. Consta também ser chamado Serápis (deus de obscura origem egípcia).
É considerado um deus da "segunda geração" pelos estudiosos, oriundo que fora de Cronos (Saturno, na teogonia romana) e de Reia, formava com seus cinco irmãos os Crônidas: as mulheres HéstiaDeméter e Hera, e os homens Posidão e Zeus.
Ele é também conhecido por ter raptado a deusa Perséfone (Koré ou Core) filha de Deméter, a quem teria sido fiel e com quem nunca teve filhos. A simbologia desta união põe em comunicação duas das principais forças e recursos naturais: a riqueza do subsolo que fornece os minerais, e faz brotar de seu âmago as sementes - vida e morte.
Hades costuma apresentar um papel secundário na mitologia, pois o fato de ser o governante do Mundo dos Mortos faz com que seu trabalho seja "dividido" entre outras divindades, tais como Tanatos, deus da morte, ou as Queres (Ker) - estas últimas retratadas na Ilíada recolhendo avidamente as almas dos guerreiros, enquanto Tanatos surge nos mitos da bondosa Alceste ou do astuto Sísifo.
Como o senhor implacável e invencível da morte, é Hades o deus mais odiado pelos mortais, como registrou Homero (Ilíada 9.158.159). Platão acentua que o medo de falar o seu nome fazia usarem no lugar eufemismos,







Descrição: http://2.bp.blogspot.com/-JUPPH3A9CjU/T19AtUIzSTI/AAAAAAAAFGY/5lU-vbPHaBA/s1600/orfeu.jpgORFEU
Na mitologia gregaOrfeu era poeta e médico, filho da musa Calíope e de Apolo ou Eagro, rei da Trácia1 . Era o poeta mais talentoso que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ganhou a lira de Apolo.
Foi um dos cinquenta homens - os argonautas - que atenderam ao chamado de Jasão para buscar o Tosão de ouro. Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.
Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a mordeu e a matou. Por causa disso, as ninfas, companheiras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.
Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o inferno, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões. Seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados. Encontrou muitos monstros durante sua jornada, e os encantou com seu canto.
Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo1 . Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos1 . Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol1 .
dos condenados. Encontrou muitos monstros durante sua jornada, e os encantou com seu canto.
Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo1 . Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos1 . Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol1 .
Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele então quase no final do tenebroso túnel Orfeu olhou para se certificar de que Eurídice o acompanhava,não a viu pois como Hades e Perséfone os seguiramé como estabelecido não poderia olhar para Eurídice até chegar ao fim do túnel Hades tomou Eurídice.
Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. Posteriormente deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento; ele ajudava muito os outros com seus conselhos , mas não conseguia resolver seus próprios problemas, até que um dia, furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"
Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.
Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em carvalhos silenciosos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.
















Descrição: http://veja.abril.com.br/blog/consultorio-sentimental/files/2009/07/aquiles-betty-veja-com.jpgAQUILES
Na mitologia gregaAquiles (em grego antigo: Ἀχιλλεύς; transl. Akhilleus) foi um herói da Grécia, um dos participantes da Guerra de Troia e opersonagem principal e maior guerreiro da Ilíada, de Homero.
Aquiles tem ainda a característica de ser o mais belo dos heróis reunidos contra Troia,1 assim como o melhor entre eles.
Lendas posteriores (que se iniciaram com um poema de Estácio, no século I d.C.[carece de fontes] afirmavam que Aquiles era invulnerável em todo o seu corpo, exceto em seu calcanhar; ainda segundo estas versões de seu mito, sua morte teria sido causada por uma flecha envenenada que o teria atingido exatamente nesta parte de seu corpo. A expressão "calcanhar de Aquiles", que indica a principal fraqueza de alguém, teria aí a sua origem.
As obras literárias (e artísticas em geral) em que Aquiles aparece como herói são abundantes. Para além da Ilíada e da Odisseia - onde é mostrada o destino de Aquiles após a sua morte - pode-se destacar, ainda, a tragédia Ifigénia em Áulide, de Eurípides, "imitada" mais tarde pelo dramaturgo francêsJean Racine (1674) e transformada em ópera pelo compositor alemão Christoph Willibald Gluck (1774), além das artes plásticas, onde podem ser encontradas, além das diversas pinturas de vasos e esculturas do próprio período da Antiguidade Clássica, telas de RubensTeniersIngresDelacroix e muitos outros, que retratam as suas múltiplas façanhas.











AQUILES E PATROCO

A relação de Aquiles com Pátroclo é um dos aspectos principais de seu mito. Sua natureza exata vem sendo alvo de debates e disputas, desde a Antiguidade até os dias de hoje. Na Ilíada eles parecem ser retratados de maneira geral como modelos de uma amizade profunda e legal; no entanto, analistas e estudiosos de todas as épocas já interpretaram a relação sob o ponto de vista de suas próprias culturas, o que gerou uma ampla gama de opiniões a respeito. Na Atenas do século V a.C., por exemplo, a relação era comumente interpretada como pederástica. Já leitores contemporâneos se dividem entre interpretar os dois heróis tanto como "colegas de guerra", entre os quais não existe qualquer tipo de relacionamento sexual, quanto um casal homossexual, embora nada nos textos antigos possa sugerir tal hipótese

PATROCLO
Descrição: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/ba/Akhilleus_Patroklos_Antikensammlung_Berlin_F2278.jpg/230px-Akhilleus_Patroklos_Antikensammlung_Berlin_F2278.jpg

Aquiles curando os ferimentos de Pátroclo - Vaso de 500a.C.
Na mitologia gregaPátroclo ou Pátroklos (em gregoΠάτροκλος, "glória do pai") é um dos personagens centrais da Ilíada, primo e às vezes considerado amante de Aquiles era filho de Menécio.
Na sua juventude, Pátroclo matou covardemente um amigo seu, Clisónimo, durante um jogo de astrágalos (ossos usados de forma semelhante aos dados). O seu pai teve, então, de se exilar com ele para fugir à punição. Obtiveram refúgio na corte do rei Peleu, pai de Aquiles. O rei enviou os dois jovens para a floresta, onde foram educados em várias artes, especialmente a medicina, por Quíron, o sábio rei dos centauros.
Pátroclo lutou com os gregos, ao lado de Aquiles, durante a Guerra de Troia. Lá, matou Sarpedão (um filho de Zeus), Cébrion (condutor do carro de Heitor), entre outros troianos de menor destaque. Quando Aquiles se recusou a lutar devido à sua disputa com Agamemnon, Pátroclo, envergando furtivamente a armadura de Aquiles é morto por engano por Heitor e Euforbo que pensavam se tratar do próprio Aquiles em pessoa. Depois de resgatar o corpo do amigo, cujo corpo fora protegido no campo de batalha por Menelau e Ájax, Aquiles recusa-se durante algum tempo a sepultá-lo, mas é convencido quando uma aparição de Pátroclo lhe suplica a cremação, de forma a que a sua alma possa ser admitida no Hades. Aquiles inicia, então, as cerimónias fúnebres onde durante as quais sacrificava cavalos, cães, e doze troianos cativos antes de colocar o corpo de Pátroclo na pira crematória.
Aquiles organiza, em seguida, uma competição de atletismo em honra do morto, que incluía uma corrida de carros (vencida por Diomedes), pugilismo (onde o vencedor é Epeu), uma corrida a pé (vencida por Ulisses), lançamento de disco (onde Polipetes vence Epeu), e um concurso de arco (vencido por Pentesileia, o que foi uma surpresa, pois era uma amazona, logo, mulher), e lançamento de dardo (vencido por Agamemnon). Os jogos são descritos no livro 23 da Ilíada, e consiste numa das primeiras referências ao desporto em documentos da antiga Grécia.


















Descrição: Ficheiro:Jacques-Louis David- Andromache Mourning Hector.JPGHEITOR
Heitor (em grego: Ἕκτωρ, transl. Hektōr) era, na mitologia grega, um príncipe de Troia e um dos maiores guerreiros na Guerra de Troia, suplantado apenas por Aquiles. Era filho de Príamo e de Hécuba. Com sua esposa, Andrómaca, foi pai de Astíanax.
Como o seu pai foi incapaz de combater, durante o cerco de Troia feito pelos Aqueus, devido à sua avançada idade, Heitor foi nomeado general das tropas troianas. A sua força, coragem e eficiência na guerra foram enormes: nos poemas épicos de Homero, Heitor é responsável pela morte de 28 heróis gregos; nem Aquiles obtém um número tão grande (22 heróis Troianos caídos a seus pés). Pela voz do Destino, os Troianos estavam informados que as muralhas de Troia nunca cairiam enquanto Heitor se mantivesse vivo.
Na Ilíada, Homero chama-o de "domador de cavalos", devido a preocupações de métrica e porque, de modo geral, Troia era conhecida por ser criadora de cavalos. Na narrativa da Ilíada, no entanto, Heitor nunca é visto com cavalos. Outro epíteto que lhe é característico é "o do elmo flamejante".
Heitor contrasta fortemente com Aquiles. Se por um lado Aquiles foi essencialmente um homem de guerra, Heitor lutava por Troia e por aquilo que esta representava. Alguns estudiosos têm vindo a sugerir que é Heitor, e não Aquiles, o verdadeiro herói da Ilíada. A sua repreensão aPolidamante, dizendo-lhe que lutar pela pátria era o primeiro e único presságio, tornou-se provérbica para os patriotas gregos. É por ele que podemos ver pormenores sobre como seria a vida em Troia, em tempo de paz, e noutros sítios de civilização mediterrânica da Idade do Bronzedescrita por Homero. Na Ilíada, a cena em que Heitor se despede da sua esposa Andrómaca e do seu filho é particularmente comovente.
Durante a Guerra de Troia, Heitor matou Protesilau e foi ferido por Ájax. Nos quadros de guerra descritos na Ilíada, ele luta com muitos dos guerreiros Gregos e normalmente (mas nem sempre) consegue matá-los ou feri-los. Quando, sob a assistência de Apolo, ele mata Pátroclo por engano, acreditando ser Aquiles, desbarata todo o exército grego. É aí que se chega a um ponto de viragem no decorrer da guerra…
No entanto, o destino pessoal de Heitor, decretado por Zeus no início da história, nunca está em dúvida. Aquiles, irado pela morte do seu amigo Pátroclo, desafia Heitor para um combate que é aceito de imediato pelo mesmo, matando-o no combate somente após uma violenta topada numa pedra que desorienta os sentidos de Heitor. Dessa forma, Aquiles arrasta seu cadáver em volta das muralhas de Troia. Finalmente, por intervenção de Hermes, Príamo convence Aquiles a permitir que o seu corpo seja recuperado de modo a prestarem-lhe cerimónias fúnebres. O último episódio da Ilíada é o funeral de Heitor, depois do qual a perdição de Troia é uma questão de tempo.
No saque final à Troia, como é descrito no Canto II da Eneida, o seu pai e muitos dos seus irmãos são mortos, o seu filho é atirado do cimo das muralhas, por medo que este vingue a morte do seu pai, e a sua esposa é transportada por Neoptólemo para viver como escrava.
























Descrição: Ficheiro:Aischylos Büste.jpg    ÉSQUILO
Ésquilo (em grego: Αἰσχύλος, transl. AiskhýlosElêusis, c. 525/524 a.C. - Gela456/455 a.C.) foi um dramaturgo da Grécia Antiga. É reconhecido frequentemente como o pai da tragédia,1 2 e é o mais antigo dos três trágicos gregos cujas peças ainda existem (os outros são Sófocles e Eurípedes). De acordo com Aristóteles, Ésquilo aumentou o número de personagens usados nas peças para permitir conflitos entre eles; anteriormente, os personagens interagiam apenas com o coro. Apenas sete de um total estimado de setenta a noventa peças feitas pelo autor sobreviveram à modernidade; uma destas, Prometeu Acorrentado, é tida hoje em dia como sendo de autoria de um autor posterior.
Pelo menos uma das obras de Ésquilo foi influenciada pela invasão persa da Grécia, ocorrida durante sua vida. Sua peça Os Persas continua sendo uma grande fonte de informação sobre este período da história grega. A guerra teve tamanha importância para os gregos e para o próprio Ésquilo que, na ocasião de sua morte, por volta de 456 a.C., seu epitáfio celebrava sua participação na vitória grega em Maratona, e não seu sucesso como dramaturgo.








                EROS Eros (em grego Ἔρως; no panteão romano Cupido) era o deus grego do amorHesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.1 Posteriormente foi considerado como um deus olímpicos, filho de Afrodite e de Hefesto ou ZeusHermes ouAres, conforme as versões. Tendo, certa vez, Afrodite desabafado com Métis (ou Têmis), queixando-se que seu filho continuava sempre criança, a deusa lhe explicou que era porque Eros era muito solitário. Haveria de crescer se tivesse um irmão. Anteros nasceu pouco depois e, Eros começou a crescer e tornar-se robusto.2 .
Já Platão, no Banquete, descreve assim o nascimento de Eros, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
·         Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expoente), filho de Métris. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Saturno e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, teve relações sexuais com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
·         Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando perturbada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo, isso após ela tomar um pouco de ambrosia tornando-a imortal. Com Psiquê teve Hedonê, prazer.

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